9 horas atrás

A mídia na ditadura

por Nogueira Junior
 
Imperador. Marinho recebeu de Falcão o aval para criar a Globo atual

Mauricio Dias, CartaCapital 
“Falta um tema na variada agenda da Comissão Nacional da Verdade. Criada com a finalidade de apurar as violações dos direitos humanos, ela não incluiu na pauta de trabalho a análise do papel da imprensa, como é feito com a Igreja, por exemplo, durante a ditadura, articulada e sustentada por civis e militares. 
A imprensa foi arauto da trama golpista contra o presidente João Goulart. Sempre conservadores, os “barões da mídia” brasileira agem na fronteira do reacionarismo. Apoiar golpes, por isso, não chega a ser exatamente novidade. Alardeiam o princípio do liberalismo sem, no entanto, se comprometer com a democracia. Assim promovem feitiços, como o de 1964, e tornam a própria imprensa vítima da feitiçaria.

Patrões e empregados são testemunhas importantes de uma história que precisa ser passada a limpo. É necessário ir além do que já se sabe. Isso só ocorrerá com o depoimento daqueles que viveram os episódios ou estiverem próximos deles.
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10 horas atrás

Ricardo Salles, secretário particular de Alckmin, o perfeito idiota paulistano

por Nogueira Junior
 
Ricardo Salles, assessor de Alckmin, no “dia da liberdade de impostos”. Foto: Agência Brasil

Rodrigo Martins, CartaCapital 
“A abertura de arquivos da ditadura é antiga reivindicação de historiadores e vítimas da repressão política. Não por acaso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, preocupou-se em organizar uma pomposa cerimônia para anunciar que, a partir da segunda-feira 1º, todas as fichas do extinto Dops, uma das centrais de tortura do regime militar, estariam disponíveis para consulta na internet. A festa não saiu, porém, como o esperado. Ao lado do governador estava um ilustre convidado: seu novo secretário particular, o advogado Ricardo Salles, crítico ferrenho da Comissão da Verdade e defensor do golpe de 1964. 
Fundador do Movimento Endireita Brasil, Salles -manifestou–se- em diversas ocasiões contra a possibilidade de punir os militares envolvidos nos casos de tortura, sequestro e morte, além de questionar a própria existência desses crimes, fartamente documentos. É desses cidadãos que gostam de se referir ao golpe como “o movimento de 31 de março”. Artigo Completo, ::AQUI:: 

10 horas atrás

Onde está o dinheiro sujo

por Nogueira Junior
 
 
Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa   “O Estado de S. Paulo e o Globo reproduzem nas edições de sexta-feira (5/4) reportagem que circulava havia dois dias na internet, com origem no Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, sobre 2,5 milhões de documentos bancários nos quais são revelados os proprietários de 250 mil contas secretas em paraísos fiscais.

Trata-se potencialmente do maior escândalo financeiro dos nossos tempos. Algumas das primeiras revelações atingem um ex-colaborador do presidente da França, François Hollande, acionista de pelo menos duas empresas que mantém contas na Ilhas Cayman. Também são citados dois filhos do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe e um general venezuelano, além de outras autoridades e empresários de várias partes do mundo.

Mas há muito mais. Os documentos compõem um superarquivo digital de 200 gigabytes, cerca de 150 vezes maior do que o conteúdo divulgado pelo site Wikileaks.com sobre segredos diplomáticos dos Estados Unidos. A diferença entre a iniciativa do ativista Julian Assange, que tem sido tratado como terrorista internacional pelo governo americano, e o projeto do consórcio de jornalismo investigativo é que, no caso do Wikileaks, os documentos eram simplesmente postados na rede mundial de computadores, enquanto o consórcio usa as informações primárias como fontes de reportagens e verifica a veracidade delas junto aos suspeitos de serem donos do dinheiro.” Artigo Completo, ::AQUI:: 

11 horas atrás

FHC desabafa: “Cansei de ver o PSDB dividido”

por Nogueira Junior
 
 
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que o PSDB “tem tudo para vencer” a disputa pelo Palácio do Planalto em 2014, desde que resolva o dilema da divisão interna; em congresso do diretório paulista do partido, FHC disse que “o primeiro passo é a unidade”; “Cansei de ver o PSDB dividido. Chega!”, discursou, aos gritos, um dos grandes entusiastas da candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República em 2014 
Brasil 247 
O PSDB tem tudo para voltar ao Palácio do Planalto em 2015, na avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Basta que os tucanos se entendam. Em um discurso inflamado neste sábado, durante congresso estadual do PSDB paulista, FHC destacou que “o primeiro passo é a unidade”. “Cansei de ver o PSDB dividido. Chega!”, discursou o tucano, aos gritos, diante de uma plateia de dirigentes e militantes. 
FHC lançou, junto com o presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra, há algumas semanas, o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República. Desde então, Aécio ganhou espaço no PSDB paulista, ao ser lançado à presidência do partido pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mas o mineiro ainda enfrenta resistência do ex-governador José Serra, que não fala sobre o assunto desde as movimentações de Aécio por São Paulo — Serra e Alckmin, aliás, não compareceram ao evento.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
18 horas atrás

As manobras jornalísticas de Roberto Gurgel

por Nogueira Junior
 
 
Luis Nassif, Luis Nassif Online   “A denuncia da revista Época contra o Ministro Ricardo Lewandowski suscita dois pontos importantes.

O primeiro, o próprio comportamento contraditório de Lewandowski em dois casos de extradição.

O Ministro está na obrigação de explicar os critérios distintos utilizados para as duas ocasiões.

O segundo, a comprovação cabal de que a Procuradoria Geral da República recorre sistematicamente a vazamentos para a revista Época e outros veículos, visando inclusive temas de interesse político-partidário do Procurador Geral Roberto Gurgel.
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19 horas atrás

Para a sociedade avançar, os privilégios da mídia têm que acabar

por Nogueira Junior
 
Jânio não conseguiu varrer os privilégios fiscais da imprensa

O dinheiro do contribuinte tem que ser mais bem empregado. 
Paulo Nogueira, Diário do Centro do Mundo 
Li “A Renúncia de Jânio”, do jornalista Carlos Castelo Branco, o último grande colunista político brasileiro. 
O que me levou a esse velho livro foram as recentes evocações do infame golpe militar de 1964 em seu aniversário, no dia 31 de março. 
O golpe, de alguma forma, começa em Jânio, o demagogo que renunciou à presidência em 1961 quanto estava fazia apenas sete meses no cargo, por motivos jamais explicados. 
Mas o que mais me chamou a atenção no livro é um episódio que mostra bem o regime de privilégios fiscais desfrutados há muito tempo pelas empresas jornalísticas brasileiras. 
Castelinho, que foi assessor de imprensa de Jânio, conta que certa vez estava preparando uma sala para um pronunciamento que ele, Jânio, faria naquela noite em rede nacional de televisão. 
No lugar escolhido, a biblioteca do Palácio da Alvorada, Castelinho viu sobre a mesma um exemplar do Estadão de domingo. Em cima, estava um bilhete do presidente: “Não toquem neste jornal. Preciso dele”. Artigo Completo, ::AQUI:: 

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