Mercenária está voltando: ativistas farão panfletagem contra Yoani Sánchez neste domingo em Porto Alegre

por Betho Flávio
 

Do Sul 21:

Ativistas ligados à Associação Cultural José Martí, ao Levante Popular da Juventude, à CUT, ao coletivo Fora do Eixo, ao MST e à Juventude do PT realizam, entre as 10h e as 14h deste domingo (7), uma panfletagem na Redenção, em Porto Alegre, para protestar contra a presença da blogueira cubana Yoani Sánchez na cidade. Ela chega nesta segunda-feira (8), para participar do Fórum da Liberdade.

O objetivo dos ativistas é entregar panfletos e conversar com a população no Brique da Redenção sobre as atividades da blogueira, que é a principal opositora política do regime cubano.

No manifesto divulgado pela Associação Cultural José Martí, os ativistas afirmam que a blogueira serve a interesses dos Estados Unidos. “Relações perigosas e farsas midiáticas envolvem a contra revolucionária cubana Yoany Sánchez. A blogueira mercenária vem construindo a sua trajetória servindo aos interesses do imperialismo estadunidense, da mídia e da burguesia internacional e das comunidades anticastristas que, desde a vitoriosa Revolução Cubana, em 1959, tentam destruir a resistência e os avanços do governo e do povo da Ilha em defesa da sua soberania e autodeterminação.” 

30 minutos atrás

MANIFESTO DE REPÚDIO À MERCENÁRIA CUBANA YOANY SÁNCHEZ

por Betho Flávio
 

 

“Liberdade é o direito que todo homem tem de ser honrado e a pensar e falar sem hipocrisia”.

(José Martí)

Relações perigosas e farsas midiáticas envolvem a contra revolucionária cubana Yoany Sánchez. A blogueira mercenária vem construindo a sua trajetória servindo aos interesses do imperialismo estadunidense, da mídia e da burguesia internacional e das comunidades anticastristas que, desde a vitoriosa Revolução Cubana, em 1959, tentam destruir a resistência e os avanços do governo e do povo da Ilha em defesa da sua soberania e autodeterminação.

Yoani Sánchez não é uma opositora qualquer. Em 1997 criou o blog Generación Y, no qual ataca de modo virulento o sistema e o governo cubanos. Sua nova atividade tem sido rentável, pois Sánchez recebeu diversas distinções – todas de origem, no mínimo, suspeitas -, e financeiramente remuneradas. No total, a falsa jornalista recebeu cerca de 250 mil euros, montante equivalente a mais de 20 anos de salário – mínimo em um país como a França, quinta potência mundial, e a 1.488 anos de salário – mínimo em Cuba.

A isso se soma o salário mensal de seis mil dólares concedido pela Sociedade Interamericana de Imprensa – SIP, que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, e que decidiu nomeá-la vice-presidente regional por Cuba de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação. O jornal espanhol El País também decidiu nomeá-la correspondente em Havana e lhe paga um bom salário.

Entre 1º de outubro de 1995 e 30 de setembro de 2011, o Congresso dos EEUU autorizou a quantia de 205 milhões de dólares para programas de ataques à Revolução Cubana. Nos últimos anos são priorizados os da ‘tecnologia de informação”, sobretudo em apoio aos “blogueiros independentes, e de desenvolvimento das plataformas de redes sociais na Ilha”. Esta denúncia tem como base o Informe da Oficina de Responsabilidade Governamental dos EEUU ‘Cuba Assistência Democracia’, de 25 de janeiro de 2013. Yoani Sánchez é uma beneficiária desta política, portanto deve  ser exposta como tal.

E mais: no Brasil Yoani Sánchez também é apresentada como webmaster, articulista e editora do portal “Desde Cuba”, e é colaboradora do Instituto Millenium, entidade financiada por um grupo de grandes empresas de comunicação (Organizações Globo, Estado de São Paulo, Abril e RBS, o PIG), que reúne nomes como Reinaldo Azevedo, Denis Rosenfield, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira, Carlos Alberto Sardenberg e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no País. O Millenium também é formado por setores empresariais e financeiros como o Grupo Gerdau, Vale, Suzano, Bancos Pactual, BBM, CSFB, Grupo Ultra, Petropar, entre outros). Com um fundo administrado pelo ex – ministro do governo FHC, Armínio Fraga, tem entre suas finalidades defender os valores liberais no Brasil e criminalizar os movimentos sociais, fomentando, assim, o ódio contra a classe trabalhadora e se contrapondo à melhoria de vida dos menos favorecidos.

Em 2013, no seu giro de “80 dias” por alguns países, a mercenária ganhadora de prêmios para disseminar a mentira e manipular os conceitos e valores que sustentam a luta pelos direitos humanos e justiça social, certamente não anda em boa companhia: em sua recente visita ao Brasil foi financiada pela Embaixada dos EEUU, setores da direita brasileira e grandes corporações de comunicação. Na República Checa, parte da viagem foi financiada pela People in Need, organização criada e financiada pela National Endowment for Democracy(NED), uma fachada da CIA, que também recebe verbas, em grande parte, do Congresso dos Estados Unidos, por meio da USAID. Entre 2006 e 2011, aPeople in Need recebeu mais de 675.000 dólares da NED para emitir informações e organizar eventos contra Cuba.

A falsa jornalista sorriu satisfeita ao receber como prêmio a bandeira dos Estados Unidos, pátria dos seus benfeitores e dos algozes do povo cubano, durante um ato na Torre da Liberdade, registrado pelo jornal da máfia gusana, Nuevo Herald. Era a mesma bandeira que balançava no Capitólio quando Sánchez “visitou” Washington no mês passado.

Entre as más companhias apresentamos um pouco da sua agenda e alguns dos personagens que Yoany Sánchez conviveu em sua visita aos Estados Unidos:

– Recepção no Congresso de Washington organizada pelos Congressistas anticubanos Ileana Ross Lethinen (La Loba Feroz), Mario Díaz Balart e Joe García;

– Encontro  no Capitólio com os Senadores anticubanos Bob Menéndez e Marco Rubio;

– Audiência na Casa Blanca com o Assessor do Presidente Obama para assuntos latinoamericanos;

– Homenagem em Miami – onde se localiza a máfia cubana anticastrista –   com a participação do Conselho para a Liberdade em Cuba, cuja cúpula faz parte do braço armado terrorista da Fundação Nacional Cubano Americana – FNCA, fundada no governo de Reagan e responsável  pelas sabotagens  contra instalações turísticas cubanas, na década de 90;

– Homenagem pública de boas vindas pelos membros da Brigada Mercenária 2506, e seu Presidente, Félix Rodríguez Mendigutía, um dos responsáveis pelo assassinato de Che Guevara, na Bolívia;

– Encontro com familiares e membros do grupo terrorista  Hermanos al Rescate para ratificar seu apoio à condenação dos Cinco Herois cubanos, presos há mais de 14 anos nos EE.UU.

A cronologia de atos terroristas contra Cuba está bem documentada, e por sua gravidade seriam julgados em qualquer tribunal penal do mundo. Isso é o que se vê, mas que Yoany não vê! Assim como não vê as violações cometidas nas prisões dos Cinco antiterroristas cubanos; as violações contra os presos de Guantánamo; o criminoso bloqueio contra seu País; não vê a situação de centenas de cubanos que foram iludidos pelo governo da Espanha sobre a possibilidade de uma nova vida e hoje moram nas ruas daquele país.  A defensora da liberdade de expressão também não viu a negativa dos Estados Unidos, no último dia 4 de abril, em conceder visto a jornalista, blogueira e professora da Universidade de Havana,  a também cubana, Elaine Díaz, para participar naquele país  de um dos maiores eventos de Ciências Sociais do mundo: o XXXI Congresso Internacional de Estudos Latino-Americanos. Elaine teve seu trabalho aprovado pela Associação de Estudos Latino-Americanos, organizadora do evento, que também deu a ela uma bolsa para a viagem. Mesmo assim, o governo dos EUA não concedeu o visto.

Yoani Sánchez não representa a luta e os valores do povo cubano, pois nenhum dissidente por mais que seja crítico ao governo do seu país pode incorrer em tamanha infâmia. Não pode se colocar a serviço de um Estado estrangeiro que ambiciona oprimir sua pátria e seu povo. “Estes são traidores”!

Yoany também não representa os homens e mulheres do mundo que com dignidade lutam pela verdade, por justiça, por democracia e pelos direitos humanos.

Contra a hipocrisia e a manipulação, em defesa do bravo e digno povo cubano e pela liberdade dos Cinco antiterroristas cubanos, verdadeiros heróis e lutadores por Cuba.

Porto Alegre, 06 de abril de 2013.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTÍ/RS

 

37 minutos atrás

Jornalista cubana é impedida de entrar nos EUA

por Betho Flávio
 

Yoani vai defender blogueira cubana barrada nos EUA?

 

do pragmatismo político

 

Jornalista cubana é impedida de entrar nos EUA

 

Ao contrário de Yoani Sánchez, a blogueira cubana que é livre para viajar o mundo e visitar uma diversidade de países, Elaine Díaz Rodríguez, blogueira, jornalista e professora foi impedida de entrar nos EUA para um dos maiores eventos de Ciências Sociais do mundo

jornalista cubana elaine díaz rodriguez

 

Liberdade seletiva: Elaine Díaz Rodríguez, jornalista e blogueira cubana, é impedida de ir aos EUA (Foto: Flickr)

A tarde desta quarta-feira foi momento de mais um ataque à liberdade nas relações entre Estados Unidos e Cuba. Elaine Díaz Rodríguez, blogueira, jornalista e professora da Universidade de Havana, foi impedida de ir aos EUA para um dos maiores eventos de Ciências Sociais do mundo, o XXXI Congresso Internacional de Estudos Latino-Americanos.Elaine teve seu trabalho aprovado pela Associação de Estudos Latino-Americanos, organizadora do evento, que também deu a ela uma bolsa para a viagem. Mesmo assim, o governo dos EUA não concedeu o visto a Elaine.Agora, a jornalista e professora se pergunta quem cerceia a liberdade, Cuba ou os EUA? Por que Yoani Sánchez pode ir aos EUA, mas Elaine não? “Não tive nenhum problema com Cuba para sair, nunca”, disse ela aoJornalismo B. E completou: “É humilhante que neguem vistos a acadêmicos enquanto recebem de braços abertos a Yoani (Sánchez)”.

Em seu Facebook, Elaine agradeceu aos governos do Brasil e do Quênia por a terem recebido para congressos em 2012, e disse torcer “para que o Congresso mais importante de Ciências Sociais do mundo saia novamente do território estadunidense, só assim se garantirá a presença de todos os cubanos e cubanas aceitos pela Lasa (sigla da organizadora)”.

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