Capitão Valdir Souza: PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP – CAPÍTULO XXIV

por Flit Paralisante
 

CAPÍTULO XXIV

PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP

APMBB: tamanha originalidade para tentar a neutralização de falcatruas

 

     Segundo uma piada, o político proferia inflamado discurso, prometendo tudo a todos da pequena cidade. Empolgado, destacou o projeto referente à melhor ponte, em comparação com todas que já havia conhecido. Um pucha-saco o acudiu, cochichando-lhe discreta correção: não havia rios ou córregos naquelas cercanias. O político mentiroso não hesitou: “meus queridos eleitores, acaba de me lembrar este meu nobre e competente assessor, sempre muito preocupado com a nossa comunidade, que logo no início do ‘nosso’ próximo mandato, a primeira obra será a construção do nosso rio”!

     Em decorrência das primeiras mentiras, a APMBB se viu obrigada a tantas outras, como malograda panacéia, ao invés de se redimir das culpas para as quais o melhor remédio é reconhecê-las. Não inventou o Córrego Mandaqui, é bem verdade, mas, percebeu como a natureza reagiu à onerosa, clandestina e politicamente incorreta mudança do seu leito. Tentou neutralizar todas as falcatruas que demonstrei, começando pelas vinculadas ao PD Nº DS-003/06/04, com a mesma naturalidade que um experto ladrão de banco roubaria uma bodega, quando deveria sopesar a real procedência, para erradicá-las, com apoio da Corregedoria PM. Impressionante originalidade. Pergunto: qual análise da referida Casa de Ensino o leitor poderia fazer? Maldosa? Vingativa? Sorrateira? Capciosa? Acho que posso tomar a liberdade de ajudá-lo, respondendo que nenhuma dessas “qualificações” se alinharia com o tão propalado e enaltecido perfil daquela Academia, caso não fosse mero segmento de arruinado sistema. Ela não é árvore, mas, fruto. Não é causa, é efeito. Não lhe caberia discernir o “modus operandi” de me fustigar. Recebeu a missão de me atirar pedras, não importando a maneira de fazê-lo, contanto que obtivesse pleno êxito no uso do estilingue. Quem a incumbiu dessa empreitada, vendo-a muito boa de mira, cometeu o crasso erro de não preveni-la que eu já estava calejado. Ao perceber contraproducentes os primeiros ataques, pôs-se na emergência de buscar falsa compensação na própria sanha vingativa, desesperada para “dar conta do recado”. Não poderia falhar, afinal, outras vítimas, mencionadas no capítulo anterior (calouros literalmente bombardeados e o Tenente acusado de “exploração” daquele subsolo) certamente não reagiriam à altura, como o fiz. Se algum aluno-oficial, durante tomada de declarações, realmente foi humilhado e ameaçado na APMBB, certamente o Major Rui Conegundes de Souza, atual Corregedor, teria perguntando: “Será o Benedito”? Combalida, viu desabar seu orgulho estratosférico. Decidiu partir para o vale-tudo. Não podendo criar acidentes geográficos, além da “escondida” montanha de materiais, ilegalmente descartados, atrás da Subseção que eu chefiava, criou “novas missões” para meus auxiliares indiretos, Soldados Temporários Carlos Augusto de Oliveira Padilha e Anderson Gabriel de Andrade, diretamente subordinados ao Chefe do Setor de Materiais de Intendência, Sargento ROBERTO SILVA REGO, pondo-os limpadores de baias do Destacamento Montado e, em conseqüência, carregadores de esterco. Nunca permiti que auxiliares ou colaboradores, direta ou indiretamente vinculados a mim, assumissem incumbências imprevistas na lei. Não era favor, mas, obrigação de todos, respeitar os princípios da administração pública, assegurando-lhe a probidade, o que eu já havia demonstrado, por exemplos, nos Relatórios da Motomecanização do CPA/M-6, descritivos de várias falcatruas, juridicamente conhecidas por desvios de finalidade, bem como, na Ordem de Serviço nº 30BPMM-004/05/02, de 30/01/02, para que o Sargento Marco Antônio assumisse os seus próprios afazeres e desistisse do “todo mundo faz tudo”, por ser precário método e organização do trabalho, pena é que nada pude esperar do Sargento Rego o qual se limitou a “esclarecer” que os identificados Soldados Temporários cumpriam “ordens superiores”.

     Quem a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, naquele desvio de finalidade, supunha agredir com tal gesto escravocrata? A mim? Não, diretamente. Einstein, ao analisar uma bola arremessada contra a parede, deixou-nos inestimável ensinamento: “Nunca jogue uma bola na vida de forma que não esteja preparado para recebê-la. A vida não dá, nem empresta, não se comove e nem se apieda”. As bolas (entenda-se como pedras) que a APMBB lançava nos meus subordinados, retornaram com a mesma intensidade das lançadas contra a parede do TJ/SP, como garantiu a publicidade de sua decisão, no dia 01/08/12: “Ementa: APELAÇÃO – Soldados PM Temporários. Pretensão ao recebimento de férias, 1/3 de férias e 13º salário. Admissibilidade. Lei que excluiu os direitos é inconstitucional. Precedente do Órgão Especial. RECURSO PROVIDO”. Esta é apenas uma das evidências pela qual a referida Casa de Ensino não estava preparada, por sua extrema soberba e covardia, para receber, de volta, o peso das pedras que lançava nos referidos escravos, arruinando-lhes, ainda mais, a já deprimente situação de desprovidos de todos e quaisquer direitos trabalhistas, inclusive o de averbar, como tempo de serviço, aquele “período de merda”. Era assim que o Estado mais rico da federação, representado pela APMBB, “estimulava” e “incentivava” o início da carreira profissional daqueles miseráveis, certamente inspirada no CPA/M-10, onde Soldados Temporários serviam (de palhaços), ridicularizados no traje denominado “meia-marcha” (mescla de peças militares e civis), por “falta de distribuição” pelo órgão provedor, cujo uso irregular de uniforme me serviu de assunto à PARTE Nº CPAM10-145/12/03, de 18/09/03, documento que entra no rol das irrefutáveis comprovações de que enquanto a APMBB insistia nas suas mentiras, minha verdade apenas mudava de endereço, pois também percebi, de plano, inaceitável descalabro naquela Casa de Ensino, quanto à distribuição de milhares de peças do fardamento aos respectivos detentores-usuários, alunos-oficiais do 1º CFO, em razão da incompatibilidade dos tamanhos, apesar dos PDF – Pedidos de distribuição de Fardamento -, contendo rigorosas medições, para cada peça, conforme a compleição física de cada destinatário, obviamente. Constatei total incongruência. Inquiri o referido Chefe de Materiais acerca do que imaginei equívoco, na hipótese de que outros destinatários, de outras Unidades, estariam à espera daquele material. A reação dele foi imediata, amenizando que era praxe aquele procedimento porque os alunos-oficiais costumavam “se virar”. Alegou que muitos recortavam, ao passo que outros compravam o próprio fardamento, tentando me convencer de que “sempre foi assim”, pelo menos há dois anos, desde que incumbido daquela função. O antecessor Chefe daquela Subseção, Tenente GILMAR HEIDRICH, esclareceu-me que “havia muito tempo” que acumulava várias funções, de modo que aquela, da Subseção de Materiais de Intendência, “ficava no automático, por conta do Sargento Rego”. Tinha razão o referido Oficial, mas me obriguei a continuar realista, convencido que aquela Subseção era o retrato da degeneração administrativa pública, e esta, como um todo, infelizmente parece continuar “automática”. Não por acaso, ainda recentemente, o administrador deste Blog fez bombástica observação. Pouco importa se prega no deserto, porém, me pareceu mais contundente que Arnaldo Jabor ao sustentar uma das mais cruas e absolutas verdades pela qual alguns integrantes de escalões intermediários (executores) não fecham uma torneira ou apagam uma lâmpada, e, pior, querem que se f… os seus Chefes ou detentores de escalões decisórios (ocupantes de funções diretivas). A expressão curva de rio, emprestada do Capítulo anterior, não pode ser traduzida como exagero: acha-se literalmente muito bem empregada na Ordem de Serviço nº APMBB-007/43/04, de 28/04/04, pela qual aquele Chefe de Materiais DEVERIA adotar imediatas providências sobre o descrito amontoado de mobiliários deteriorados, ao relento, atrás daquela Subseção, ilegalmente descartados, porque muitos identificados como permanentes ao patrimônio. Naquela circunstância, ele aproveitou o ensejo para alegar que já estava mesmo empenhado num tal de “inventário físico geral”, pretexto que o afastava daquela Subseção, por coincidência, a partir das 15h00min, aproximadamente, de modo que eu não mais o via, nem por ocasião do final do expediente. Por regra, oficiais subalternos e intermediários são “anexos” dos Oficiais Superiores. Deixar o quartel sem as respectivas liberações (o famigerado “beija-mão”) equivale ao subalterno cometer “crime de lesa-pátria”. Quando determinei ao Sargento Rego o imediato recolhimento das peças do fardamento até então distribuídas sem critério, para restituição ao CSM/M-Int, juntamente com as demais, para que retornassem, o mais brevemente possível, na conformidade dos respectivos pedidos, fiquei novamente surpreso, percebendo-o contumaz em “mergulhar”, naquela “curva de rio”, como não bastasse muito “automatizado” naquela Subseção, desprovida da mínima racionalidade no trabalho (Parte nº APMBB-019/43/04, de 26/04/04), além de indiferente aos que “se viravam” para recompor a própria indumentária. Chamou-me a atenção a naturalidade como me alertou: “o Major SARMENTO, do ‘Int’, vai esganar o senhor”! Não hesitei para determinar que prestasse esclarecimentos, notificando-o pela ORDEM DE SERVIÇO Nº APMBB-004/43/04, de 26/04/04, mesmo dia em que cientifiquei meu escalão superior acerca daquele discrepante fornecimento de fardamento (PARTE Nº APMBB-018/43/04).  Por “coincidência”, naquele dia 26 a PARTE Nº APMBB-344/02/04 recebeu o protocolo n٥ APMBB-0729, da Agência de Apoio (Serviço Reservado), porém, estranhamente elaborada com data de 22/04/04 pelo Tenente LUCIANA PEYRER DAS NEVES ROLDAN, quando na função de Fiscal de Dia me havia admoestado, gratuitamente, na manhã daquele dia 22, por eu não ter a ele me apresentado, às 07h00min, para efeito de cumprimento de corretivo – sanção disciplinar – decorrente de PD oriundo do 22º Batalhão. Esclareci, imediatamente após aquela reprimenda, que naquele exato horário, juntamente com os demais Oficiais, eu estava rumo ao Campus Tiradentes, a aproximadamente 1,5 Km (um quilômetro e meio) de distância do Campus Tobias de Aguiar, haja vista que a referida pena não pressupunha prejuízo ao serviço, ou seja, fazia-se desnecessária aquela exigência, na verdade, mera satisfação de ego que normalmente é potencializado quando a “autoridade competente” se vê na contingência de “tirar uma casquinha”. Quando imaginei resolvido o “impasse”, recebi ordem para imediato comparecimento à presença do Capitão MARCELO NAGY, Supervisor de Dia. Recebi nova reprimenda. Após o termino daquele expediente, às 17h00min, obviamente que me recolhi ao exato local, como requisito indispensável daquela sanção. Não tardou que compareceu ao citado recinto o sisudo, além de grosseiro, estúpido e mal informado Tenente IRONCIDE GOMES FILHO…, a me admoestar, com mais veemência, mandando que imediatamente eu me apresentasse ao identificado Fiscal de Dia, uma vez que ele (Tenente LUCIANA) estava desesperado, tentando me localizar, para saber se estava “sem novidades” o cumprimento do corretivo, e, principalmente, para conferir minha presença, na APMBB. Como paciência é muito salutar, porém, em determinadas circunstâncias diminui, perguntei ao mencionado Fiscal se sabia, ainda que por ouvir dizer, o nome do recinto destinado ao cumprimento de pena administrativa daquela natureza. Respondeu-me que era o alojamento, todavia, por ser policial feminino, neste não poderia ter entrado, o que me obrigou a perguntar se conhecia o invento de Graham Bell, pois havia ramais telefônicos em todas e quaisquer dependências da APMBB, totalizando 103 (CENTO E TRÊS). Já absolutamente convicto de que os três identificados Oficiais (Capitão Nagy, Tenente Luciana e Tenente Ironcide) estavam mesmo interessados em me açodar, pretextando picuinhas, falei, rispidamente, para aquele Fiscal que, caso duvidasse da minha presença, a qualquer momento, bastaria conferir, no Portão das Armas, minha eventualmente ilegal saída. Custou caríssima para a APMBB a safadeza expressa pelos integrantes do seu “corpo indecente”: o Tenente Ironcide me perguntou se eu queria que ele me obrigasse a apresentar, de hora em hora, ao Tenente Luciana, porém, muito mal informado, confundiu com “chefe de bico” o Oficial que indiquei para compor aquele corpo docente; o Tenente Laércio humilhou minha testemunha quando deveria ter se envergonhado do “cafezinho” que ofereceu à outra, Tenente Roberto Knobl; o Capitão Marcelo Nagy, tendo me advertido sem motivo aparente, sabia que não me poderia acusar em Procedimento Disciplinar, este, porém, muito oportuno para que eu desbancasse a “lisura” pela qual Coronéis invadiram o restrito local de aplicação de provas da FUVEST, realizadas pelos  próprios filhos, episódio que será oportunamente detalhado; o Tenente Luciana, protocolando tardiamente o questionado documento, obviamente que manteve conluio com o Capitão MARCELO NAGY. A imbecilidade toldava-lhes a própria visão, de tal forma que, quando muito tardiamente se deram conta, um Soldado Temporário, jamais humilhado e constrangido a carregar esterco, consumou inusitado carregamento de munição da Seção chefiada pelo Tenente Laércio, este imbuído de tão exacerbada arrogância que me lembra uma ironia de um Sargento, tão logo o conheci: “Tenente, alguns Oficiais desta Academia acham que estão acima de Deus; outros, porém, não tem a menor dúvida disso”! Muito antes dessa explícita vulnerabilidade eu me precavia quanto à segurança de materiais (Parte nº APMBB-024/43/04, de 05/05/04), já suficientemente arisco, depois da função atribuída ao “ladrão fardado” no CDP de Santo André. Não me poderiam causar medo ou sobressalto aqueles meus já muito bem conhecidos Oficiais, considerando que eu seria “esganado” por um desconhecido, conforme “pressentimento” do Sargento Rego. Diante de sarcásticas exigências sobre mim, dirigi uma ao referido Sargento, legalmente motivada: que se apresentasse a mim, no final dos expedientes, uma vez que não me convenci do “empenho” dele quanto no alegado “inventário físico”, pela evidente contradição de tantos materiais indevidamente descartados, mal acondicionados, faltantes, mal distribuídos, tudo, enfim, rigorosamente documentado, conforme a natureza de cada evento, tanto que consegui levantar que as referidas roupas de cama apodreciam, literalmente, desde o final do primeiro semestre de 2003, conforme registrei na PARTE Nº APMBB-042/43/04, de 18/05/04. O  ditado: “roupa suja se lava em casa” não cabia na APMBB, à vista daquelas 1351 (MIL, TREZENTAS E CINQÜENTA E UMA PEÇAS) estragadas, desde que a administração pública perpetrava maior “sujeira”, tendo em vista que no destacado semestre eu ainda estava no 22º Batalhão, onde o Comandante, Tenente-coronel PAULO CHAVES DE ARAÚJO não pôde me designar função, devido ao excesso de Oficiais Subalternos.

      Reitero que a “Ilha da Fantasia”, por si própria, não era de todo maldosa. Apenas reafirmava, a cada ato administrativo celebrado ao arrepio da lei, sua integração a um sistema mesquinho, desumano, perdulário e tão tendenciosamente suspeito a ponto de dispensar ilegal favorecimento ao identificado Chefe de Materiais, conhecedor da “índole esganante” do Major Sarmento, estranho provedor de fardamento. Impossível que ambos não tivessem relação, ainda que indireta, com os vendilhões de artigos militares da “lojinha clandestina” – Diretório Acadêmico. Enfatizo que seria revestida de estrito DEVER LEGAL a decisão daquele provedor, no intuito de coibir a comercialização espúria de artigos militares, como também, a incoerente destinação, por ser obrigação do Estado então preconizada no artigo 110 do Regulamento de Uniformes. O dinheiro que ainda suja as mãos dos indecentes mercadores, que pouco se lixam para a Lei Siraque (DOE/SP Nº 121, de 30/06/07), daria para comprar EPI – Equipamento de Proteção Individual – para todos os Padilha e Gabriel do Planeta Terra. Pena que os escravizados na invernada do banditismo continuaram sujando as próprias, de esterco, apesar dos meus apelos registrados na PARTE Nº APMBB-053/43/04, de 10/05/04, para que ao menos recebessem equipamento de proteção individual da instituição que a todos engana, feito político mentiroso e empolgado, acerca de fantasioso compromisso com a “dignidade” das pessoas e “incolumidade” do patrimônio.

Valdir Souza.