Jornalista causa polêmica ao afirmar que evangelho apócrifo sugere homossexualidade de Jesus Cristo

por Homorrealidade
 
   Publicado pelo Conex10   Um jornalista e âncora de um telejornal da Fox TV causou polêmica ao afirmar que Jesus pode ter sido gay. A teoria do norte-americano Don Imus (foto) se baseia num texto do século III, contido no evangelho apócrifo de Judas Iscariotes. O comentário de Imus ocorreu durante uma entrevista que ele fazia por telefone com a analista política Kirsten Powers, afirmando que haviam “algumam indicações” de que “Jesus poderia ter sido gay”.   “Havia centenas de evangelhos escritos, apenas quatro estão na Bíblia. Havia o evangelho de Tomé, Maria teve um evangelho, todos eles tinham um evangelho. Mas Judas – há algumas indicações lá de que Jesus pode ter sido gay”, afirmou o apresentador. A entrevistada se mostrou incomodada com a sugestão polêmica de Imus: “Ah, por favor…”, disse ela, antes de afirmar que considerava “rídícula” a ideia de Imus.   Anteriormente o apresentador já se envolveu em polêmicas por fazer piadas de mau gosto sobre questões raciais, e precisou se desculpar publicamente, de acordo com o site The Independent.   O padre jesuíta e teólogo James Martin, autor do livro Together on Retreat: Meeting Jesus in Prayer (que pode ser traduzido livremente como “Juntos num retiro: a reunião de oração de Jesus”), comentou as declarações polêmicas de Don Imus e afirmou ter certeza de que o evangelho de Judas não insinua nada sobre a sexualidade de Jesus: “Não há nada no evangelho de Judas, ou qualquer um dos quatro evangelhos aceitos, que mostra de forma alguma que Jesus era gay”, declarou em entrevista ao Huffington Post.   “Ele manteve amizade com homens e mulheres. E era carinhoso para com eles, demonstrou afeto e chorou pela morte de Lázaro. Por isso sei que ele era uma pessoa amorosa. Como ser humano, [Jesus] teve a sexualidade humana integral e como qualquer ser humano, tinha seus desejos sexuais, mas ele era solteiro e celibatário. E isso é tudo o que sabemos sobre sua sexualidade”, pontuou o padre, lembrando que o evangelho de Judas foi escrito muito tempo depois do último Evangelho.    
uma hora atrás

Cerimônia reúne quatro casais de lésbicas em 1º casamento gay do Piauí

por Homorrealidade
 
   Publicado pelo G1   Quatro casais de lésbicas oficializaram a relação durante o primeiro casamento civil entre homossexuais no Piauí. A cerimônia foi realizada nesta sexta-feira (5) na capela do Tribunal de Justiça pela juíza Zilnéia Barbosa.   A pedagoga Rosângela Alencar e a funcionária pública Lourdes Oliveira moram juntas há cinco anos, mas só conseguiram oficializar a união nesta sexta-feira. Lourdes foi casada durante 14 anos e tem três filhos de 19, 16 e 14 anos. Ela contou que após separar do marido resolveu morar com Rosângela.      O filho mais velho de Lourdes acompanhou a cerimônia. Karl Marx, 19 anos, conseguiu compreender que a mãe não era feliz no casamento, mas confessou que no início foi difícil entender a relação entre duas mulheres.   “A gente costuma aceitar e achar bonito quando acontece em outra família, mas quando a situação é dentro da sua casa, não é tão fácil assim. Hoje eu sei que a minha mãe está mais feliz assim. Compreendi que ela queria mudar de vida”, disse Karl.   “Hoje é um dia de muita comemoração. Estou muito feliz e sei que aquele receio que tinha da sociedade agora não existe mais. A partir de hoje tudo será diferente”, disse Lourdes.   Morando há oito anos juntas, a psicóloga Alessandra Oliveira e Virgínia Lemos, que é professora, também comemoraram a oficialização do relacionamento.Elas não comentaram muito sobre a vida íntima, mas sabem que agora tudo será diferente. O casal agora pensa em aumentar a família.       “Estamos felizes. Sabemos que agora tudo será diferente. Demorou bastante para justiça reconhecer o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.”, disse Virginia.   “Era um sonho antigo e que agora se torna realidade”, completou Alessandra Oliveira.   Para Marinalva Santana, diretora do Grupo Matizes, que luta pelos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no estado, a cerimônia de casamento civil homoafetivo é um grande avanço. “É uma solenidade histórica, um divisor de águas para os nossos direitos”, ressalta.   O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro de 2011. De acordo com Marinalva Santana, depois da regulamentação todos os pedidos que chegam aos cartórios piauienses deixam de depender do entendimento individual de cada juiz e passam a obedecer aos critérios estabelecidos pelo Provimento nº 24/2012.   “A partir de agora o véu da censura cai por terra. A união entre homossexuais no Piauí é reconhecida. Estamos cumprindo a lei e nos próximos casamentos comunitários não haverá cerimônias separadas como esta de hoje”, disse a juíza Zilnéia Barbosa.    
2 horas atrás

Acusado de homofobia e racismo, Feliciano semeia polêmicas no Congresso

por Homorrealidade
 
 
Publicado pelo UOL
Por Eduardo Davis (Agência EFE)   A Câmara dos Deputados vive uma espécie de “guerra santa” por causa da eleição como presidente de sua Comissão de Direitos Humanos de Marco Feliciano, um deputado e pastor evangélico que condena a homossexualidade e afirma que os negros foram alvo de uma “maldição” de Noé.   Sua designação para presidir a comissão, no dia 7 de março, gerou um vendaval de críticas de órgãos de direitos humanos, que o acusaram de homófobico e racista apoiados em polêmicas declarações públicas feitas pelo deputado nos últimos anos e que o próprio ratificou nos últimos dias.   Feliciano, de 40 anos, é pastor da Assembleia de Deus Catedral do Avivamiento, vinculada à Assembleia de Deus, uma igreja evangélica que tem no país cerca de 20 milhões de fiéis, entre os quais garante que há “muitos” que “deixaram” de ser homossexuais graças à ajuda espiritual.   Suas críticas à homossexualidade lhe levaram a afirmar que “o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio, ao crime e a rejeição” e a atacar o casamento gay, não oficializado no Brasil, embora existam projetos neste sentido no Congresso.   “O problema é que depois do casamento religioso, eles podem querer, como já brigam pela adoção de crianças. E nós sabemos, a própria psicologia diz, que a criança criada por dois homens ou criada por duas mulheres tem uma problemática sem tamanho”, declarou Feliciano nesta semana em entrevista à “Folha de S. Paulo”.   Sobre os negros e africanos, Feliciano (PSC-SP) sustenta que são alvo de uma “maldição” e cita a Bíblia para se justificar.   “Citando a Bíblia (…), africanos descendem de Cão (ou Cam), filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições”, declarou, em defesa protocoloada no STF após denúncia da Procuradoria Geral da República.   Feliciano afirma que isso não representa racismo, mas um apego a suas crenças religiosas e, além disso, diz que “milhares de africanos” se “curaram” dessa “maldição” ao “se entregarem ao caminho de Deus”.   Entidades de defesa dos homossexuais protestam contra o deputado a cada vez que se reúne a Comissão de Direitos Humanos, que para evitar tumultos decidiu nesta semana que restringirá o acesso a suas reuniões. …………. Diversos movimentos, como o Grupo LGTB Arco Iris do Rio de Janeiro, consideraram essa decisão como uma “afronta” à “mobilização da sociedade civil contra o disparate” de que uma pessoa “homofóbica, racista e machista” dirija essa comissão.   O presidente dessa organização, Julio Moreira, lamentou em entrevista à Agência Efe sobre a presença de “deputados fundamentalistas religiosos” no Congresso, sobre o qual disse que deveria ser regido pela pluralidade, e não por “fanatismos”.   Nas últimas semanas, os protestos contra Feliciano lotaram as redes sociais, nas quais foram convocadas manifestações e vários “beijaços” em lugares públicos.   Artistas como Caetano Veloso se somaram às manifestações e até incentivaram a cantora Daniela Mercury a assumir que tem uma relação amorosa com a jornalista Malu Verçosa.   “Numa época em que temos um Feliciano desrespeitando os direitos humanos, grito o meu amor aos 7 ventos. Quem sabe haja ainda alguma lucidez no Congresso Brasileiro”, escreveu Daniela no Instagram e em nota à imprensa.   O PSOL pediu na última quarta-feira o início de um processo disciplinar contra Feliciano na Câmara por quebra de decoro parlamentar, denunciando que ele teria tirado proveito do mandato em benefício próprio e usado cota parlamentar para pagar empresas que lhe prestaram serviços particulares.   Além da denúncia apresentada pelo PSOL, deputados do PT, apoiados por colegas de outros partidos, protocolaram um recurso na Mesa Diretora da Câmara que pede a anulação da reunião da Comissão de Direitos Humanos que elegeu Feliciano como seu presidente.   O deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), que também exige a renúncia de Feliciano, declarou à Agência Efe que “é necessário resolver este clima de ‘guerra santa’, encontrar uma solução e evitar um desgaste maior” do próprio Congresso.   A indignação ultrapassou as fronteiras do país, e o coro crítico ganhou a voz da Anistia Internacional, que rotulou de “inaceitável” a eleição de Feliciano para esse cargo por suas “posições claramente discriminatórias”, e exigiu à Câmara que “corrija o erro”.   No entanto, as pressões até agora não surtiram efeito, e Feliciano insiste que não vai renunciar, pois foi eleito de forma “legítima” pelos outros membros da comissão.    
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