05/04/2013 – 18h45

Campos tem recepção de candidato em evento em SP

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LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL A SANTOS

Recebido com faixas, slogan próprio e aos gritos de “presidente” em evento em Santos (SP) na tarde desta sexta-feira (5), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que a crise internacional “está chegando” ao Brasil e defendeu a adoção de uma “nova agenda” para o país.

“Nós vivemos um tempo novo que precisa de reflexão em perspectiva. Não precisamos só pensar no dia de amanhã, nem na semana seguinte, nem no final desse ano. Precisamos pensar numa nova agenda porque o mundo está pensando numa nova agenda. A crise que sacudiu os EUA está chegando ao Brasil”, afirmou Campos, ao discursar em evento para prefeitos e gestores públicos.

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Ao defender mudanças no pacto federativo, o governador, cujo partido é aliado da presidente Dilma Rousseff, também citou como desafios da gestão federal as áreas de saúde, educação e segurança pública.

“Está na hora de nós termos a consciência que o Brasil melhorou muito, esse país que a gente vê aqui fora é um país que a gente vê melhoras na vida de muitas pessoas, mas dentro desse país e da vida de cada pessoa dessa ainda tem mais sonho, mais direitos que esse país ainda não tem conseguido levar à gente brasileira”, disse.

Apesar do clima de campanha do evento, o governador afirmou que só vai decidir no ano que vem sobre uma eventual candidatura à Presidência da República. Ele atribuiu faixas, slogans e o clima de campanha à antecipação do debate eleitoral por outros partidos.

Isto é Eduardo Campos

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Alan Marques – 14.jan.2013/Folhapress

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Eduardo Campos, governador de Pernambuco, em entrevista após reunião com a presidente Dilma Rousseff em Brasília em 2013

“Se você for a um jogo de futebol e ver uma torcida calada, a outra fica calada. Quando uma começa a gritar a outra começa a gritar. Isso é um comportamento que acontece com total naturalidade”, afirmou.

O governador afirmou ainda que discutir o Brasil neste momento não é discutir eleição. “Nós não podemos interditar o debate político nesse país constrangidos por muitos que entendem que qualquer debate político é discutir eleição. Nós precisamos discutir o conteúdo da pauta e do futuro do país sim”, afirmou.