A China está preparada para uma guerra contra os Estados Unidos

PAULO NOGUEIRA 6 DE ABRIL DE 2013 46

Os chineses bem sabem que os americanos são capazes de usar a força militar “sem cerimônia”.

Imagem do videogame em que os chineses lutam contra inimigos que parecem americanos

Imagem do videogame em que os chineses lutam contra inimigos que parecem americanos

No início dos anos 1920, o escritor britânico Bertrand Russell passou alguns meses na China, num ciclo de palestras. Ao voltar ao Reino Unido, Russell escreveu um livro sobre o que viu, chamado “O Problema da China”.

Russell afirmou que a China poderia se tornar o maior país do mundo – desde que se tornasse militarmente mais forte. Naqueles dias, a China era virtualmente ocupada pelas potências ocidentais, depois de ter sofrido sucessivos reveses em guerras no século 19 exatamente por falta de cultura bélica. (No pior deles, nas chamadas Guerras do Ópio, a Inglaterra impôs que os chineses deixassem a droga ser vendida livremente no país. O ópio, produzido na Índia, era a espúria contrapartida que a Inglaterra encontrara para equilibrar seu comércio com a China, de quem consumia chá, seda e porcelana.)

As reflexões de Russell, quase cem anos depois, podem ajudar a entender os movimentos da China moderna. O orçamento militar chinês, por exemplo, comoo a economia do país, tem crescido a uma taxa anual na casa dos dois dígitos.

Dias atrás, num gesto extremamente simbólico, o novo governo chinês disponibizou ao público um videogame chamado Missão Gloriosa. Nele, soldados chineses enfrentam inimigos que falam inglês com sotaque americano.

A China sabe o que faz.

Os Estados Unidos têm frequentemente protestado contra a elevação dos gastos com com defesa chineses, talvez por imaginarem que a China seja como eles mesmos. Mas não poderia haver duas culturas mais diferentes: a americana é a do consumo, da ganância, da ostentação e da dominação exploradora. A chinesa, derivada de Confúcio, é pacífica, centrada na educação dos jovens, respeito aos velhos e lealdade com os amigos.

Os chineses não são beligerantes, historicamente.Mas tolos também não são. Aprenderam com o passado em que sofreram sucessivas agressões.

Desfile militar na China

Desfile militar na China

Veja o que diz num editorial o jornal chinês Global Times, que reflete o pensamento do governo: “Sem uma defesa formidável, os sentimentos irracionais contra a China podem piorar, e se converter em ação. Na condição de maior potência militar, os Estados Unidos colocaram a China no centro de sua estratégia de defesa. A história prova que os Estados Unidos são ávidos por ações militares. Quando os americanos estão confiantes em sua superioridade, eles costumam usar a pressão militar sem nenhuma cerimônia.”

Clap, clap, clap.

Aplausos para a sabedoria chinesa. Quem acredita que o interesse dos Estados Unidos na questão do orçamento militar chinês é a paz acredita em tudo, como disse Wellington.

Leia mais: Como será a China no papel de superpotência.

Leia mais: Como a China vai moldar o novo século.

 

Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor 
O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

46 Comentários »

  1.  
    Roberto 29 de fevereiro de 2012 at 14:25 – Reply

    Interessante, Paulo.

    Estou lendo o livro do Kissinger sobre a China e ele diz algumas coisas parecidas.
    Bem, sobre o pacifismo inerente da cultura chinesa, tenho minhas dúvidas: como diz Kissinger, o que ocorre é que eles têm uma concepção bem diferente da ocidental no que se refere à Guerra. Além disso, a opressão interna que existe lá é tudo menos pacífica, não é?

    De todo modo, sempre que surgem essas comparações com os EUA e me pergunto: eu preferiria ser um cidadão chinês ou americano? Eu nunca estive na China, mas acho que prefiro a segunda opção. E você?

    Abraços.

    •  
      Paulo Nogueira 29 de fevereiro de 2012 at 19:24 – Reply

      o Kissinger é muito enviesado, Roberto. O livro do Russell, que já li três vezes, é ‘imparcial’. Como acho que os Estados Unidos são uma força extremamente negativa no mundo moderno, eu preferiria ser chinês — embora esteja bem satisfeito com meu passaporte brasileiro … abraços

      •  
        Roberto 1 de março de 2012 at 11:01 – Reply

        Concordo que o Kissinger é enviesado. Aliás, eu o detesto como personagem histórico. Basta lembrar a interferência nefasta dele na América Latina, sobretudo no caso do Chile.
        Mas é inegável que ele entende da China como pouco intelectuais ocidentais, e tem acompanhado de perto a história desse país nos últimos 40 anos.

        Admiro enormemente o Russell, mas a China que ele conheceu não existe mais.

        Abraços.

        •  
          Paulo Nogueira 1 de março de 2012 at 11:23 –Reply

          Roberto, a China é essencialmente a mesma há 3 milênios …

          •  
            Roberto 1 de março de 2012 at 12:48 –

            Boa!
            Você está pensando como um chinês, rs…
            Abraço.

      •  
        Washington 5 de fevereiro de 2013 at 21:33 – Reply

        Apesar de respeitar a opinião de vocês, eu não gostaria de ser chinês; tanto que 50 milhões de chineses (3,7% da população) optaram por sair do país e mudar de vida. E também, não gostaria de ser americano (para que ser americano, se eu poderia ser suíço, sueco ou australiano?). Bem, mas entre China e EUA, eu fico com o último, mesmo sabendo que muitas vezes os interesses americanos passam por cima de acordos internacionais e toda a história imperialista que conhecemos. O americano médio tem um padrão de vida bem superior ao chinês; a distribuição de renda também é menos injusta. E o fato dos EUA terem eleições livres e a China ser um país unipartidarista torna-a automaticamente um país onde as liberdades são restritas. Gosto da forma como os americanos (ou estadunidenses) se organizam, criam associações ou ONGs, a luta pelos direitos civis, das mulheres, dos gays… tudo partiu dos EUA ou ganhou importância com ele. Amo a cultura chinesa (pretendo encarar o mandarim algum dia, pelo menos o básico) mas isso não me torna acrítico das coisas ruins que tem na China (ou nos EUA). Fonte:http://www.china.org.cn/china/NPC_CPPCC_2012/2012-03/11/content_24865428.htm

        •  
          Paulo Nogueira 5 de fevereiro de 2013 at 21:45 –Reply

          Washington, acho que vc deveria renovar suas fontes de leitura sobre a China. Sobretudo o conteúdo americano é desonesto, em geral, em relação à China.
          Lembro tb que, fora os horrores perpetrads pelos americanos, de guerras como a do Vietnã e Iraque a golpes militares omo Brasil e Chile, isso para não falar dos drones, bem, fora tudo isso, que eleições livres são essas em que apenas dois partidos podem vencer, e dois partidos iguaizinhos?

        •  
          Washington 6 de fevereiro de 2013 at 9:23 – Reply

          Paulo, eu tenho lido algumas coisas da China, tanto pró como contra, mas é impossível eu defender a pena de morte que é aplicada na China, EUA ou Japão, países que almejam alguma liderança mundial. Já vi vídeos de execuções na China e nos EUA e revoltam. A fanatismo em torno do patriotismo ou do governo são coisas que repudio tanto na China como nos EUA (detesto aqueles americanos que param toda hora quando olham uma bandeira…). É impossível ser democrático e ser partidário do governo único, sem oposição ou outros partidos. O massacre a rebeliões no Turquestão, Tibete e outras províncias onde a etnia han é minoria não é muito divulgado pela mídia chinesa nem ocidental.

    •  
      Leonardo M. G. 16 de janeiro de 2013 at 8:51 – Reply

      Recomendo também fortemente o livro “Henfil na China”, um documento interessantíssimo do cartunista sobre a China no fim dos anos 70, pós Mao Tze Tung e a Rev. Cultural, e durante a expulsão do Bando dos Quatro do PCC (Partido Comunista Chinês lol, não entendam mal). Já aparece uma pequena semente do que a China é hoje.

  2.  
    Otto 1 de março de 2012 at 0:36 – Reply

    Olha, eu acho que preferia ser americano, mas não sendo, prefiro um mundo em que a hegemonia esteja com os chineses, muito mais pacíficos e sábios. Basta ver a montoeira de guerras, intervenções militares e golpes de Estado que os EUA patrocinaram no mundo nos últimos 60 anos.

    •  
      Paulo Nogueira 1 de março de 2012 at 9:30 – Reply

      com a primeira parte não concordo, Otto-san, mas com a segunda, 100% …

  3.  
    Rodolfo Athayde 2 de março de 2012 at 5:14 – Reply

    E ser paraibano? Nasci!

  4.  
    Bruna Crespo 10 de março de 2012 at 14:57 – Reply

    Karamavov, estou amando ler “Os Analectos”! Obrigada pela dica.
    A gente tem muito que aprender mesmo com os chineses… Muito mesmo.
    Abraços daqui.

    •  
      Paulo Nogueira 10 de março de 2012 at 18:50 – Reply

      Os Analectos são uma leitura simplesmente essencial. Bom que vc esteja gostando, Austen.

    •  
      Leonardo M. G. 16 de janeiro de 2013 at 9:03 – Reply

      Depois dos Analectos (logo o lerei, estou terminando o Dao De Jing primeiro), vá para o Dao De Jing (eu comprei a versão do Wurn Jyh Cherng, da Federação Taoísta do Brasil) e para o I Jing da Editora Pensamento (com prefácio do Carl Gustav Jung), as quadrinhas e os hexagramas são fantásticos (esse eu já terminei). Depois vá atrás do Sun Tzu.

  5.  
    Bruna Crespo 10 de março de 2012 at 21:35 – Reply

    Concordo com vc, Karamavov. Leitura essencial…

  6.  
    Cesar Quadros 15 de janeiro de 2013 at 11:39 – Reply

    A China está certíssima! Foram vacinados pelos ingleses e já sabem com quem estão lidando.

  7.  
    Jorge Vieira 16 de janeiro de 2013 at 7:34 – Reply

    Com esse exército feminino chinês eu quero é paz, muita sac…, ôpa, muita paz.
    O comandante desse pelotão de chinesas poderia muito bem ser contratado para editor da playboy.
    As meninas são supersexies: esguias, pernas torneadas e o uniforme ?: quase mini saia, botinhas brancas, vermelho.
    Até americano vai se recusar a entrar em combate.
    Eu estou com a opinião do Lula. Ao invés de guerra, muito diálogo, muita conversa, muita negociação. Depois é só comemorar. E com essas chinesas, então, seria uma festa. Eis mais uma lição do sábio sindicalista.
    Mas não se enganem com a beleza das meninas. O poder de fogo delas (em todos os sentidos) vem da força de uma cultura milenar. É só olhar p’ra foto e perceber a determinação das meninas: a China e o seu modo de vida em primeiro lugar.

  8.  
    Anita 16 de janeiro de 2013 at 14:11 – Reply

    Paulo, agradeço por colocarmos um outro lado da China, que geralmente é esnobado nas crónicas occidentais.
    Torço muito para que a sabedoria chinesa consiga se tornar uma outra forma de agir no mundo, além da americana, tão maniqueísta.
    Saludos!

    •  
      Paulo Nogueira 16 de janeiro de 2013 at 15:27 – Reply

      A cultura chinesa é mto superior à americana, Anita …

  9.  
    Emília 16 de janeiro de 2013 at 15:55 – Reply

    “Sem uma defesa formidável, os sentimentos irracionais contra a China podem piorar, e se converter em ação. Na condição de maior potência militar, os Estados Unidos colocaram a China no centro de sua estratégia de defesa. A história prova que os Estados Unidos são ávidos por ações militares. Quando os americanos estão confiantes em sua superioridade, eles costumam usar a pressão militar sem nenhuma cerimônia.” O editorial disse tudo, e está certíssimo.

  10.  
    alex 16 de janeiro de 2013 at 23:37 – Reply

    Paulo, não te entendo.
    Você é obcecado pelos americanos. Tão obcecado que defende, nas entrelinhas, um país que consegue unir o pior do comunismo (ditadura com cerceamento das liberdades individuais) com o pior do capitalismo (desigualdade social).
    Falando em desigualdade social, veja o Gini da China. Nos últimos 30 anos, ele explodiu para pior. Parece que os valores de Confúcio estão um pouco em falta por lá.
    País pacífico? Sim, claro. Tão pacífico que explodiu sua primeira arma nuclear em 1964. Sábio era Khrushchev, que em 1959 decidiu parar de ajudar os chineses a desenvolverem esse tipo de armamento. Pena que não adiantou.
    Fico imaginando que vivemos todos em 1945. Stalin faz sua gande parada militar em Moscou, celebrando a derrota dos nazistas.
    Como seria seu artigo no DCM? Será que seria algo assim?
    “O grande Stalin, defensor máximo da liberdade e dos trabalhadores, lidera o pacífico e sofredor povo russo, e se apresenta como alternativa ao decadente Império Britânico e à consolidação da nova potência imperialista mundial: os EUA.”
    Para terminar, você soltaria alguma bravata do tipo: “preferiria morar em algum gulag na Sibéria a engolir o capitalismo ianque”.
    Paulo, pelo menos, num ponto, somos muito iguais (mas essencialmente diferentes).
    Você diz estar muito satisfeito com seu passaporte brasileiro, mas devido a alguma conveniência, mora em Londres.
    Eu não dou a mínima para o meu passaporte brasileiro, mas também adoraria morar em Londres!
    Abraço

    •  
      Paulo Nogueira 17 de janeiro de 2013 at 0:14 – Reply

      Alex, a sua visão sobre a China está claramente envenenada pelo viés distorcido com que se tratou o assunto no Ocidente ao longo dos tempos. A China era uma civilização pacífica e superior qdo foi vergonhosamente agredida pela Inglaterra nas chamadas Guerras do Ópio.
      A partir dali, meados do século 19, foi estuprada pelo Ocidente. A Ingaterra tomou Hong Kong por mais de um século.
      Se, depois de ser transformada em ruínas a China se reergueu e é o que é, é por causa de sua cultura superior, à base do confucionismo.
      Sugiro que vc leia o site chinês em inglês Global Times, para conhecer melhor a China. Sugiro tb que vc leia um livro do Bertrand Russel chamado The Problem of China, atualíssimo embora escrito há 100 anos. No iBooks bc baixa de graça.
      Abraço

      •  
        Paulo Nogueira 17 de janeiro de 2013 at 0:24 – Reply

        Ah, sobre a Rússia em 45: não entendi seu ponto. O que sei é que os americanos fizeram horrores no mundo sob o pretexto de deter os russos, a começar pelas bombas atômicas no Japão. Os Estados Unidos são o pior tipo de império: predadores disfarçados de bonzinhos.
        Qto à bomba atômica da China, se ela não tivesse feito a sua, já teria sido pilhada de novo pelo ocidente.

        •  
          Emília 17 de janeiro de 2013 at 16:00 – Reply

          No alvo, Paulo!
          Clap, clap, clap!

        •  
          alex 18 de janeiro de 2013 at 16:09 – Reply

          Paulo,

          Sobre a “brincadeira” que fiz com a União Soviética de 1945, foi um reductio ad absurdum,
          uma alegoria jocosa fracassada (já que você não entendeu) sobre como você trata a geopolítica mundial.
          O que decepciona, muitas vezes, não é seu antiamericanismo.
          O problema é que, ao menos nos seus textos e nos seus comentários, qualquer coisa antiamericana automaticamente é algo bom.
          Tem-se a impressão que os EUA são o império do mal, e o resto do mundo, os fracos e oprimidos. Você me recorda um dos piores momentos de Reagan, quando, segundo ele, a URSS era o Império do Mal.
          Espera-se muito mais de um jornalista com o seu currículo…
          Muito da cultura americana é abjeta, assim como sua política externa. Mas ela (a política externa) está longe de ser maligna. Ela apenas é consequência de uma cultura fazendo tudo que está a seu alcance para defender seus interesses. Quem espera algum tipo de ética, moralidade ou altruísmo num cenário assim é ingênuo.
          Exemplos do tipo de política praticada pelos americanos pode ser observada nos Antigos Egípcios, nos Persas, em Alexandre o Grande, nos Romanos, nos Ibéricos… O problema não é a cultura americana, mas a índole humana.
          Se a cultura norte-americana do consumo, da ostentação, etc… é péssima (e realmente acho que é), há uma outra parte do legado norte-americano que é muito positivo e não pode ser desprezado.

          •  
            Paulo Nogueira 18 de janeiro de 2013 at 16:19 –

            Me diga então o que existe de admirável na cultura americana, Alex.

      •  
        alex 18 de janeiro de 2013 at 13:21 – Reply

        Sim, Paulo, certamente minha visão é ocidental. (Abertamente, prefiro a companhia dos filósofos gregos e dos filósofos do iluminismo à lenga lenga oriental.) E é justamente por isso que apresentei fatos fundamentais e incontestes. Por acaso a China é um Estado Democrático de Direito? Será que só eu acho que ela não é? Apontar isso é viés ocidental?
        Dizer que um país com arsenal nuclear é pacífico é de uma falácia abominável. Isso é viés ocidental? E você ainda acha isso justificável! Que lindo, Paulo! Já já você vai dizer que o Irã deve ter sua própria bomba. Por que então não iniciamos uma campanha aos moldes do “Minha Casa, Minha Vida”? Seria o programa “Minha Bomba Nuclear, Minha Vida”. Nessa campanha, todos os países injustiçados e pilhados poderiam e deveriam ter sua própria bomba. E então poderíamos ficar jogando bombas nucleares uns nos outros.
        Você praticamente baba pelo Lula quando o tema é desigualdade social. E usa como evidência a redução minúscula do Gini, que no govero dele foi de pífios 7%. Já sobre a China, nunca vi você dar um pio sequer sobre o desastre social chinês, cujo Gini, nos últimos 40 anos, piorou em 38%. E mais, apontar isso, segundo você, é viés ocidental envenenado.
        Para alguns que talvez lerão esse comentário e os dados sólidos apresentados, ficará muito claro quem é o verdadeiro enviesado aqui.

        •  
          Paulo Nogueira 18 de janeiro de 2013 at 15:38 –Reply

          Não babo pelo Lula, Alex. Mais de uma vez critiquei o que me parece baixa velocidade no combate à miséria.
          Qto à China, o novo governo admitiu que uma das prioridades agora é reduzir a desigualdade, efeito colateral do crescimento espantoso dos últimos 30 anos.
          Não consigo levar a sério seu ponto sobre a bomba: só os Estados Unidos deveriam ter? A China — destruída e pilhada no Século da Humilhação por não investir em armas — deveria ficar parada, à espera de mais uma vez ser destruída?
          Qto ao Irã, não acho que deva ter bomba, mas tb não acho que Israel deva, e nem ninguém, para falar a verdade.

          •  
            alex 18 de janeiro de 2013 at 16:50 –

            Sim sim Paulo. Ninguém deveria ter a bomba. Nem os americanos, nem os israelenses. Ninguém. Infelizmente, o mundo é pior do que gostaríamos. Se nações querem fazer um contraponto de poder aos EUA, o arsenal nuclear parece mesmo ser uma necessidade. É uma pena que tenha de ser assim.
            Mas toda essa questão era sobre os chineses pacíficos. Se um país que se arma nuclearmente pode ser tido como pacífico, então tudo pode.
            Existe um documentário, “Trinity and beyond”, que, no final, mostra um antigo vídeo de propaganda chinesa, exaltando a conquista do domínio da tecnologia bélica nuclear. Se puder, veja só o quão pacífico eles são hoje (em 1964).

          •  
            Paulo Nogueira 18 de janeiro de 2013 at 17:01 –

            Vou ver, Alex.

  11.  
    Geovani F. dos Santos 17 de janeiro de 2013 at 0:29 – Reply

    Será possível ocorrer um conflito armado entre esses dois atores globais neste século, Paulo? Se houver, não seria desastroso para ambos os lados tendo em vista possuírem armas nucleares? Não seria um blefe americano, ou seja, uma tentativa de intimidar os chineses? Seja como for, creio que uma agressão dos Estados Unidos à China não só precipitaria o mundo numa terceira guerra mundial como também decretaria o fim da raça humana sobre a face da terra. Será que estou sendo escatológico demais, ou isso tem um fundo de verdade?

    •  
      Paulo Nogueira 17 de janeiro de 2013 at 3:08 – Reply

      Aguardemos primeiro o desenvolvimento da pendência entre China e Japão em torno da posse de umas pequenas ilhas no Pacífico, Geovani.

  12.  
    Geovani F. dos Santos 17 de janeiro de 2013 at 8:34 – Reply

    O rastilho para deflagrar uma terceira guerra mundial pode ser aceso pelos americanos a qualquer momento no Oriente Médio ou mesmo diante da China. O mundo é, desde sempre, um barril de pólvora prestes a explodir.
    Os dois conflitos globais do século passado e os inúmeros embates beligerantes que ocorreram durante o seu curso, com a perda de milhões de vidas, não nos ensinaram nada.
    Continuamos tão aguerridos como nunca. E, assim, caminha a humanidade rumo ao seu ocaso derradeiro. Que pena, meu caro Paulo!

  13.  
    José 28 de janeiro de 2013 at 0:00 – Reply

    a opressão chinesa sobre o Tibete não desarticula qualquer ideia de China pacífica?

  14.  
    Beatriz M.T. Zacarelli Parreiras 4 de fevereiro de 2013 at 23:34 – Reply

    Adoro ler os debates que surgem aqui através dos seus temas abordados. Este da China é uma verdadeira aula de história.

  15.  
    Washington 5 de fevereiro de 2013 at 10:06 – Reply

    O problema da China é que ela costuma usar o exército contra sua própria população. Lembram da Praça da Paz Celestial? Ou então o uso das forças armadas no Turquestão Oriental ou no Tibete? É bom aprender um poucohttp://www.tsavkko.com.br/2009/07/xinjiang-china-e-as-raises-historicas.html

  16.  
    BSMAX 25 de fevereiro de 2013 at 16:10 – Reply

    Boa tarde!

  17.  
    BSMAX 25 de fevereiro de 2013 at 16:25 – Reply

    Eu já estive em ambos os países. E posso afirmar com exatidão que, os EUA não tão capitalista assim a ponto de não comenter os erros comunistas. E a China, bom! não é tão comunista assim quanto parece. A verdade é que temos de um lado os EUA que pratica alguns, para não dizer muitos atos sendo eles de cunho comunista. Como: o acesso restrito a liberdade de expressão, o controle de sua sociedade atravéz de leis que dizem que o Estado de fato é renponsavél pela sua vida. O capitalismo brutal onde só existe um lado da moeda. Pelo outro lado, mas não de maneira contrária temos a China com sua força motriz proviniente de seus bilhões de habitantes. Onde realmente hoje é fácil identificar uma grnade melhoria na qualidade de vida. Temos o governo com algumas iniciativas válidas para a melhoria da qualidade do povo que fora não muito distante oprimido por extrageiros. E por quenão dizer pelo seu própio povo. Porém, de comunismo vemos apenas o controle da mídia e algumas leis que procuram deixar sua populção andando nos trilhos deste expresso que se chama China. Como dito, conheço bem as duas culturas. Não fui apenas uma ou duas vezez em cada pais. Mas, vivi o contidianos de ambas vendo o melhor e o pior de cada. Tirando os olhos “puxados” de uns e os bem “abertos” de outros. è basicamente a mesma ídea. Ser grande e ser forte para a travez de sua musculatura impor a outros suas vontades. A gradne verdade é ou o Brasil começa ir para academia exercitar os musculos ou irá ser subjugado também.

  18.  
    BSMAX 25 de fevereiro de 2013 at 16:33 – Reply

    Eu já estive em ambos os países. E posso afirmar com exatidão que, os EUA não tão capitalista assim a ponto de não cometer os erros comunistas. E a China, bom! não é tão comunista assim quanto parece. A verdade é que temos de um lado os EUA que praticam alguns, para não dizer muitos atos sendo eles de cunho comunista. Como: o acesso restrito a liberdade de expressão, o controle de sua sociedade através de leis que dizem que o Estado de fato é responsável pela sua vida. E o capitalismo brutal onde só existe um lado da moeda. Pelo outro lado, mas não de maneira contrária temos a China com sua força motriz proveniente de seus bilhões de habitantes. Onde realmente hoje é fácil identificar uma grande melhoria na qualidade de vida. Temos o governo com algumas iniciativas válidas para a melhoria da qualidade do povo que fora não muito distante oprimido por estrangeiros. E por que não dizer pelo seu próprio povo. Porém, de comunismo vemos apenas o controle da mídia e algumas leis que procuram deixar sua população andando nos trilhos deste expresso que se chama China. Como dito, conheço bem as duas culturas. Não fui apenas uma ou duas vezes em cada pais. Mas, vivi o cotidiano de ambas vendo o melhor e o pior de cada. Tirando os olhos “puxados” de uns e os bem “abertos” de outros. È basicamente a mesma Idea. Ser grande e ser forte para os trajes de sua musculatura impor a outros suas vontades. A grande verdade é ou o Brasil começa ir para academia exercitar os músculos ou irá ser subjugado também. Peço-lhes desculpas pelo meu português hoje em dia us pouco.

  19.  
    Graça 6 de abril de 2013 at 9:48 – Reply

    Paulo,

    Os chineses aprendem rápido e estão, cada vez mais, se adaptando na mesma velocidade. Seu poderio militar envia o recado aos EUA de que seu quintal é inviolável e não está aberto à visitações indesejáveis. Sua postura não é agressiva como Irã ou Coréia do Norte, talvez, justamente por não precisarem blefar ou cometer suicídio no caso de enfrentamento. Por outro lado, dá ao seu povo, uma certa garantia de segurança, proteção, já que tiveram isso roubado na Guerra do Ópio. A certeza de haver condições para manter a sociedade livre de interferências externas é muito importante para o projeto chinês de desenvolvimento.

    Nenhum dos dois países têm interesse em uma guerra, seria altamente prejudicial para ambos os lados e os EUA ainda não chegaram ao ponto de meter os pés pelas mãos. Suas guerras são insanas mas milimetricamente calculadas para proveito próprio.

    Em relação a “Mas não poderia haver duas culturas mais diferentes: a americana é a do consumo, da ganância, da ostentação e da dominação exploradora. A chinesa, derivada de Confúcio, é pacífica, centrada na educação dos jovens, respeito aos velhos e lealdade com os amigos.”, ainda tenho dúvidas e faço ressalvas, entretanto, só poderei realmente rebatê-las com eficiência e eficácia quando puder me certificar in loco.

    Continuo firme no mandarin… e você, como vai o aprendizado?

    •  
      Paulo Nogueira 6 de abril de 2013 at 10:16 – Reply

      Graça, estou badder than never no mandarim! Ni hao!

      •  
        Graça 6 de abril de 2013 at 10:40 – Reply

        Não pode desanimar, Paulo. Depois que decidi transformar esse aprendizado em um hobby as coisas melhoraram. Também procurei a ajuda de uma amiga chinesa, que como você, é apaixonadíssima pela China…aliás, vocês dois deveriam se conhecer…ela é ótima! Uma das características nos chineses que eu admiro é a prontidão e o sentimento de que tudo é possível…Confúcio que corre nas veias…nisso, eu concordo com você.