‘Overgrown’ delineia com mais precisão ‘recanto escuro’ de James Blake

 

Resenha de CD
Título: Overgrown
Artista: James Blake
Gravadora: Republic Records
Cotação: * * * *

Como Gal Costa, James Blake vem de um recanto escuro. Recanto que – no caso do cantor, compositor e pianista britânico – pode ser o estado d’alma que transparece em sua música de textura eletrônica ou, num sentido mais amplo e filosófico, a própria Inglaterra, país no qual o artista se tornou sensação no universo pop há dois anos com a edição de seu primeiro álbum,James Blake (2011). Segundo álbum de Blake, nas lojas do Reino Unido a partir da próxima segunda-feira, 8 de abril de 2013, Overgrown delineia com mais precisão esse recanto escuroem que habitam lindas baladas melancólicas como To the last, cantada em pungente falsete. Aliás, Overgrown expõe a evolução do canto do artista, mais imponente em temas como Our love comes back e Retrograde (faixa eleita o primeiro single do álbum). Talvez porque, de modo geral, Overgrown se revela mais bem produzido do que seu antecessor James Blake. Com Every day i ran alocada como faixa-bônus na Deluxe Edition, o disco ostenta até faixa produzida por Brian Eno, Digital lion. Tudo a ver, pois – tal como Eno – Blake também faz bom uso da eletrônica, criando e formatando geralmente sua música a partir do computador. Mas nem tudo é eletrônica. Overgrown ostenta também os sons orgânicos do piano do músico em faixas como DLM.  Orgânico ou sintetizado, o som que brota de canções meio depressivas comoI am sold e Life around here é minimalista, preciso. Nem a intervenção do rap de RZA emTake a fall altera a atmosfera classuda e interiorizada do álbum. Até quando se joga na pista, como no refrão-mantra de Voyeur, Blake permanece no seu recanto escuro. E são as sombras que iluminam a beleza do repertório de Overgrown. Sim, James Blake cresceu demais.
 

Ke$ha e grupo The Flaming Lips gravam juntos álbum intitulado ‘Lip$ha’

 
A união de Ke$ha com o grupo norte-americano The Flaming Lips em You must be upgraded – faixa do álbum The Flaming Lips and heady fwends, gravada pela banda em 2012 para oRecord Store Day – gerou fruto. Mais precisamente, um álbum, intitulado Lip$ha e gravado pela cantora e compositora norte-americana com o grupo de pop psicodélico. You control my heart seria uma das músicas do disco, confirmado por Wayne Coyne, líder da The Flaming Lips.
 

Eis a capa de ’13’, primeiro álbum do Black Sabbath com Ozzy em 35 anos

 
Esta é a capa de 13, o primeiro álbum do Black Sabbath com Ozzy Osbourne nos vocais em 35 anos. Sucessor de Never say die! (1978) na discografia do grupo inglês de heavy metal com Ozzy, 13 tem lançamento agendado para 11 de junho de 2013 pelo selo Vertigo. O disco foi quase inteiramente gravado em Los Angeles (EUA) com produção de Rick Rubin. Além de Ozzy,13 conta com outros dois integrantes da formação original do Sabbath – Tony Iommi (guitarra)e Geezer Butler (baixo) – e com o baterista Brad Wilk, músico do Rage Against the Machine recrutado em 2012 para ocupar o lugar do desertor Bill Ward, que chegou a se reunir com a banda para anunciar em novembro de 2011 o lançamento do disco, mas que decidiu se desligar do grupo em maio de 2012, antes do início das gravações de 13Age of reasonEnd of the beginningGod is dead e Loner são músicas confirmadas no (inédito) repertório do álbum 13.
 

Show do grupo The Cure no Rio oscila ao pecar pelo excesso de duração

 

Resenha de show
Título: The Cure
Artista: The Cure (em foto de Mauro Ferreira)
Local: HSBC Arena (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 4 de março de 2013
Cotação: * * 1/2
Show em cartaz na Arena Anhembi, em São Paulo (SP), em 6 de março de 2013

Tecnicamente, a rigor, é injusto afirmar que foi ruim o show feito pelo grupo inglês The Cure na HSBC Arena na noite de 4 de março de 2013. Mesmo que o vocalista, guitarrista e mentor da banda, Robert Smith, já não alcance os agudos dos áureos anos 80, o cantor se mostrou em boa forma na apresentação que marcou a volta do grupo aos palcos do Rio de Janeiro (RJ) após 17 anos. Os músicos que integram atualmente o quinteto e que acompanharam Smith na longa apresentação de quase três horas e meia – Jason Cooper (bateria), Reeves Gabrels (na guitarra desde 2012), Roger O’Donell (teclados) e Simon Gallup (baixo) – também mandaram bem. Mas o fato é que, por pecar pelo excesso de duração, o show oscilou. Foram 40 músicas, sendo que os maiores sucessos – como Boys don’t cry (1979), Killing an arab (1978), The caterpillar (1984) e The love cats (1983) – foram estrategicamente alocados entre as 10 músicas do (também longo) segundo bis. Para quem gosta da aura sombria do pós-punk do grupo, temas comoPictures of you e Lullaby – ambos do clássico álbum Disintegration (1989) – cumpriram a missão de matar a saudade do som dark do Cure. Mas o fato é que nem sempre houve sintonia entre a banda e a maior parte do público. A plateia somente começou a demonstrar reação realmente entusiástica na sexta bela música, Inbetween days (1985), que precedeu outro sucesso, Just like heaven (1987). Daí em diante, a apresentação seguiu entre altos e baixos. É fato que nenhum artista precisa concentrar hits no roteiro de um show para contentar seu público. Mas o caso é que, por conta do excesso de duração, o show provocou dispersão entre as cerca de nove mil pessoas que ocuparam as pistas e cadeiras da arena carioca. Em bom português, o show ficou chato em muitos momentos. E ser chato é tudo o que um show não pode – jamais – ser, por melhor que seja a qualidade do som feito no palco.
 

Na volta ao Rio, The Cure prioriza temas dos 80 em roteiro de 40 músicas

 
Uma das bandas mais representativas do pós-punk dos anos 80, o grupo inglês The Cure está definitivamente associado àquela década com seu rock por vezes sombrio, volta e meia até caracterizado como gótico – rótulo, aliás, que descontenta o mentor, vocalista e guitarrista do grupo, o resistente Robert Smith. Por isso mesmo, as composições dos anos 80 foram recorrentes no roteiro de 40 músicas enfileiradas pelo The Cure nas quase três horas e meia do show que marcou sua volta ao Rio de Janeiro (RJ), 17 anos após apresentação da banda na edição de 1996 do festival Hollywood Rock. Smith – visto em foto de Mauro Ferreira no show que levou cerca de nove mil pessoas à HSBC Arena na noite de 4 de março de 2013  já tinha avisado, em entrevistas, que a apresentação duraria cerca de três horas. Eis o roteiro de altos baixos seguido pelo The Cure em sua (excessiva) terceira apresentação no Rio de Janeiro (RJ):

1. Open
2. High
3. The end of the world
4. Love song
5. Push
6. Inbetween days
7. Just like heaven
8. From the edge of the deep green sea
9. Pictures of you
10. Lullaby
11. Fascination street
12. Sleep when i’m dead
13. Play for today
14. A forest
15. Bananafishbones
16. Shake dog shake
17. Charlotte sometimes
18. The walk
19. Mint car
20. Friday i’m in love
21. Doing the unstuck
22. Trust
23. Want
24. The hungry ghost
25. Wrong number
26. One hundred years
27. End
Bis:
28. Plainsong
29. Prayers for rain
30. Disintegration
Bis 2:
31. Dressing up
32. The lovecats
33. The caterpillar
34. Close to me
35. Hot hot hot
36. Let”s go to bed
37. Why can’t i be you
38. Boys don”t cry
39. 10:15 saturday night
40. Killing an arab

 

QUINTA-FEIRA, 4 DE ABRIL DE 2013


Beyoncé lança música inédita, ‘Grown woman’, em vídeo de publicidade

 
Beyoncé canta música inédita, Grown woman, em vídeo intitulado Mirrors e filmado para a campanha publicitária Live for now, que promove uma marca de refrigerantes. Divulgado em 70 países a partir desta quinta-feira, 4 de abril de 2013, o vídeo de um minuto – no qual a artista se depara no espelho com imagens de diversas fases de sua carreira – expõe somente breve trecho da música inédita lançada no comercial. Eis a letra da composição Grown woman:

I remember being young and talking back
I knew what I needed
I was spending all my nights and days laid back day dreaming
But baby I’m a big girl now, so come do something
Told the world I would paint this town
But now bitches, I run this
Cause I put it down like that down like that
and I’m making all these racks all these racks
And I’m moving round like that round like that
And I do it
And don’t look back, don’t look back
I’m a grown woman
Do whatever I want
I’m a grown woman
Do whatever I want
I can be bad if I want
I wanna be grown if I want
I wanna live fast if I want
I’m a grown woman
Do whatever I want
They love the way I walk
Cause I walk with a vengeance
And they listen to me when I talk
cause I ain’t pretending
Took a while, now I understand just where I’m going
Now I’m growing into who I am, about time I show it

 

Faixa ‘Here’s to never growing up’ anuncia quinto álbum de Avril Lavigne

 
Com lançamento agendado para a próxima terça-feira, 9 de abril de 2013, o single Here’s to never growing up anuncia oficialmente o quinto álbum de estúdio da cantora e compositora canadense Avril Lavigne, sucessor do melancólico CD Goodbye lullaby (2011). Anunciada por Lavigne em fevereiro via Twitter, a música foi composta pela artista com David Hodges, Jacob Kasher e Martin Johnson, produtor da faixa. Não há, por ora, mais informações sobre o álbum.
 

Naldo pretende gravar CD em espanhol e segundo DVD ao longo de 2013

 
Fenômeno da vez no universo pop brasileiro, Ronaldo Jorge Silva – o funkeiro carioca Naldo – vai tentar engatar carreira internacional no embalo do sucesso que conquistou no seu país com músicas erotizadas como Chantilly e Amor de chocolate. O primeiro passo nessa caminhada internacional poder ser um disco em espanhol direcionado ao mercado latino formado por países de língua hispânica. Contudo, Naldo – visto em foto de Washington Possato – pretende fazer seu segundo registro ao vivo de show antes de gravar seu primeiro disco em espanhol ao longo deste ano de 2013. Sucessor de Na veia tour (Deck, 2011), o DVD vai ser gravado no meio do ano. Já o projeto do CD em espanhol está previsto, por enquanto, para o fim de 2013.
 

O Teatro Mágico descortina quatro inéditas no DVD ‘Recombinando atos’

 
É elaPerdoando o adeusQuando a fé ruge e Todos enquantos são as quatro músicas inéditas apresentadas pela Cia. O Teatro Mágico em seu terceiro DVD, Recombinando atos, lançado neste mês de abril de 2013. Trata-se do registro audiovisual do espetáculo baseado no terceiro álbum do grupo paulista, A sociedade do espetáculo (2011), trabalho de caráter político e filosófico inspirado no livro homônimo do filósofo francês Guy Debord (1931 – 1994). A partir desse disco, aliás, o músico e produtor Daniel Santiago assumiu a direção musical d’O Teatro Mágico – coletivo idealizado por Fernando Anitelli com o objetivo de abordar a canção popular com elementos de circo e teatro. No DVD Recombinando atos, o grupo rebobina sucessos comoAmanhã seráO anjo mais velho e Pena – entre outras músicas de sua década de vida.
 

Trilha de Grande Gatsby traz gravações inéditas de Florence, Jack e Lana

 
Gravação inédita de Lana Del Rey, Young and beautiful vai ser a primeira faixa lançada para promover a trilha sonora da nova adaptação cinematográfica do romance norte-americano O grande Gatsby. Assinada por Jay-Z, a trilha sonora do filme, que estreia em maio de 2013 nos Estados Unidos, inclui músicas inéditas gravadas para a produção norte-americana por Brian Ferry, Florence + The Machine, Gotye, Jack White, The XX e will.i.am, entre outros nomes. Notrailer do filme, já em rotação na internet, é possível ouvir trecho da regravação de Back to black (Amy Winehouse, 2006) feita por Beyoncé com o rapper Andre 3000. Eis as 14 músicas da edição standard do CD que vai ser lançado com a trilha sonora do filme O grande Gatsby:

1. 100$ bill – Jay-Z
2. Back to black – Beyoncé com André 3000
3. Bang bang – will.i.am
4. A little party never killed nobody (All we got) – Fergie + Q Tip + GoonRock
5. Young and beautiful – Lana Del Rey
6. Love is the drug – Bryan Ferry com The Bryan Ferry Orchestra
7. Over the love – Florence + The Machine
8. Where the wind blows – Coco O. of Quadron
9. Crazy in love – Emeli Sandé and The Bryan Ferry Orchestra
10. Together – The xx
11. Hearts a mess – Gotye
12. Love is blindness – Jack White
13. Into the past – Nero
14. Kill and run – Sia

 

Marco da música do Brasil, ‘Samba esquema novo’ – de Ben – faz 50 anos

 
“O samba de Jorge Ben – da batida de seu violão à linha melódica e letra de suas composições – revela um novo caminho nos horizontes da nossa música popular”. Sagaz, o aval entusiasmado do produtor musical paulista Armando Pittigliani ao som de Jorge Duílio Lima Meneses foi dado em texto publicado na contracapa do primeiro álbum do cantor e compositor carioca, Samba esquema novo, lançado em 1963 pela gravadora Philips. Relido 50 anos depois da edição do disco, o aval de Pittigliani se constitui profético. Samba esquema novo completa cinco décadas de vida neste ano de 2013 como um dos álbuns mais marcantes da música brasileira, tão revolucionário quanto o compacto de 1958 em que João Gilberto revelou ao mundo a batida diferente de seu violão ao gravar Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Mores, 1958) – ainda que seu impacto tenha sido percebido de forma menos imediata. Sim, a batida do violão de Jorge Ben também era diferente. Tinha um suingue singular, um balanço negro que religava a África ao Brasil, uma marcação original, um desenho rítmico todo próprio que deu ao seu samba um caráter novo, sem esquemas pré-determinados. Produto da musicalidade intuitiva do artista, Samba esquema novo chega aos 50 anos como um clássico entre os clássicos da discografia brasileira. Ben fez sua revolução estética nos meros 28 minutos e 50 segundos em que cantou as 12 músicas do disco, sendo onze de sua lavra original. Músicas que, em sua maioria, versavam sobre o próprio samba numa metalinguagem de tom coloquial que facilitou a adesão imediata do público ao som de Ben. Um dos sucessos do disco, música que seria alavanca para a explosão do pianista fluminense Sergio Mendes nos Estados Unidos, Mas que nada tentou em vão definir o suingue do samba de preto tu. Rótulos à parte, o balanço de Samba esquema novo reverberou – e ainda ecoa – em grande parte da música preta brasileira produzida neste país tropical a partir de 1963, do rap da periferia paulista à lama revolvida no Recife pela geração Mangue Beat. O cancioneiro do disco ganhou vozes de cantoras de todas as cores. Balança pema entrou no tom de Marisa Monte no álbum Verde anil amarelo cor-de-rosa e carvão (1994). Rosa, menina Rosa foi facho de luz entre as densas camadas de Vagarosa (2009), segundo álbum de Céu. Outras músicas do disco – em especialChove chuva – passaram com louvor na dura prova do tempo. Incompreendido pelos críticos da época, Samba esquema novo é o primeiro atestado perene da genialidade do Zé Pretinho. Outros discos vieram, alguns tão ou até mais inspirados do que o álbum já cinquentenário de 1963. Mas ali, em Samba esquema novo, está uma das pedras fundamentais da música popular do Brasil. Uma bossa negra que ainda soa muito nova.
 

QUARTA-FEIRA, 3 DE ABRIL DE 2013


Warner lança no Brasil registro da ‘Farewell tour’ do Eagles em ‘blu-ray’

 
Em novembro de 2004, o grupo norte-americano Eagles registrou na Arena Rod Laver, na Austrália, o show de sua Farewell tour. Na ocasião, a banda acrescentou duas novas músicas,No more cloudy days One day at a time, a repertório que tem como maior sucesso Hotel California, música-título do álbum lançado em 1977 pelo Eagles. O registro da turnê foi lançado em junho de 2005 no DVD duplo intitulado Farewell I tour – Live from Melbourne e posto nas lojas pela Warner Music. É este mesmo registro ao vivo que a mesma Warner Music está lançando no Brasil neste ano de 2013 no formato de blu-ray. Os fartos extras do blu-ray Farewell I tour – Live from Melbourne – cenas de bastidores da filmagem, entrevistas com os músicos da banda e takes da passagem de som – são os mesmos do DVD duplo de 2005.